quinta-feira, 10 de julho de 2014

Primeira mão: bola da final da Copa já está pronta para desfilar no Maracanã

Bola Final Alemanha x Argentina Copa do Mundo (Foto: Cintia Barlem )

A artista principal já está pronta. A fornecedora oficial de material esportivo da Fifa gravou na bola da Copa do Mundo na noite desta quarta-feira os nomes das duas seleções que disputarão a final no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Maracanã: Alemanha (Germany, em inglês) e Argentina. O item ainda leva a data e o nome do estádio que receberá o grande evento. O tempo? Apenas dez minutos para que os grandes adversários estivessem lado a lado no objeto de desejo das redes do templo do futebol.

O trabalho coube ao profissional alemão Peter Sauerhammer. Orgulhoso do processo pelo qual é responsável, diz que sua maior felicidade é que as pessoas vejam pela TV ao menos de relance quando a bola posa em cima do pedestal entre as duas equipes. Mas como legítimo torcedor germânico, ele não deixou de apostar em um placar para a decisão do Mundial.

- Acredito que irá para a prorrogação e será 3 a 2 para a Alemanha. Sem pênaltis - disse Sauerhammer.

Os alemães asseguraram a vaga na decisão com a goleada diante do Brasil por 7 a 1 em partida disputada na terça, no Mineirão. Já a Argentina garantiu a classificação nos pênaltis após 0 a 0 com a Holanda, nesta quarta, na Arena Corinthians. A bola da decisão de terceiro e quarto lugares, sábado, no Mané Garrincha, também ganhou os nomes de Brasil e Holanda.

A Brazuca, fabricada pela Adidas, substituiu a Jabulani, que ficou famosa nos gramados da África do Sul em 2010. As cores e o design dos seis painéis da bola foram inspirados nas fitas da sorte do Senhor do Bonfim da Bahia e simbolizam a paixão e alegria associadas ao futebol no Brasil. Para a final, a Brazuca ganhou uma edição especial com as cores verde e dourada.

Texto e Foto por Cintia Barlem Rio de Janeiro via GE

Missão Rússia 2018: Brasil inicia ciclo em busca de goleiro e centroavante


Logo depois da goleada de 7 a 1 sofrida diante da Alemanha, Luiz Felipe Scolari disse que até 15 jogadores desta seleção brasileira poderão disputar a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Mas será difícil que a previsão do treinador se confirme. Daqui a quatro anos, 18 atletas do grupo terão pelo menos 30 anos de idade. Entre eles, o goleiro e o centroavante, duas posições-chave de uma equipe de futebol que iniciam o novo ciclo como as maiores incógnitas do Brasil.

Julio César terá 38 anos no próximo Mundial e já disse, após a vexatória eliminação, que essa foi sua terceira e última participação no torneio. Fred é quatro anos mais jovem que ele, mas as limitações físicas que demonstrou em 2014 e o histórico de problemas clínicos não indicam que ele esteja apto na Rússia.

A interrogação é ainda maior ao se constatar que os reservas não são tão mais jovens assim. Victor e Jefferson, os goleiros, terão 35 anos, mais do que Julio nessa Copa de 2014, enquanto Jô estará com 31. Para ele, mais do que a idade, superar a desconfiança geral e a frustrante participação como suplente de Fred será o principal desafio.

A média de idade da Seleção que sucumbiu diante dos alemães na semifinal é de 27,8 anos. Apenas Neymar, Oscar, Paulinho, Willian e Bernard estarão abaixo dos 30 em 2018. A dupla de zaga que se mostrou ponto forte da equipe durante o Mundial, com Thiago Silva e David Luiz, estará numa idade considerada boa para jogadores da posição, de maturidade. O capitão com 33 e seu carismático companheiro, único aplaudido após a eliminação, com 31.

Passará pelos defensores e jovens já mais amadurecidos, como Neymar, que terá 26 anos, o início da construção de um novo time, ainda sob comando indefinido. O acordo de Luiz Felipe Scolari com a CBF termina ao fim da Copa. Antes do início, o presidente José Maria Marin havia manifestado desejo de continuar com o treinador, que não falou sobre o futuro. É bom lembrar que Marin, em janeiro, volta a ser vice-presidente, numa troca de cargos com Marco Polo Del Nero, vencedor da última eleição para comandar a entidade.

Os laterais não brilharam em 2014. Marcelo, o mais regular deles na Copa, terá 30 anos, o que não parece um obstáculo à sua permanência. Já do lado direito, há problemas: Maicon e Daniel Alves, além de não terem jogado bem, estarão com 36 e 35, respectivamente. Dificilmente suportarão mais um Mundial.

Apontar novos nomes é arriscado por vários aspectos. Em 2010, apostava-se em Alexandre Pato e Paulo Henrique Ganso como alicerces de talento do time de 2014, mas nenhum deles resistiu ao ciclo de quatro anos. Surgiram outros candidatos, como Lucas e Philippe Coutinho, que não foram à Copa, mas têm gás e muito tempo de carreira pela frente.

Quando Felipão anunciou os 23 convocados para a Copa do Mundo, não houve chiadeira. Falava-se no nome de Miranda, zagueiro de destaque no Atlético de Madrid, mas nenhum excluído causou clamor popular. Kaká, Robinho, Luis Fabiano, Ronaldinho... São veteranos que, muito provavelmente, não terão outro Mundial no currículo.

Depois da decisão do terceiro lugar, no sábado, em Brasília, contra o perdedor do jogo entre Argentina e Holanda, o Brasil só voltará a campo no início de setembro, ainda sem datas confirmadas, mas em prováveis amistosos contra Colômbia e Equador. Será o primeiro passo da Seleção, que levará para a Rússia o sonho do hexacampeonato.

Por Alexandre Lozetti Belo Horizonte

Arrogância! Craque Falcão detona entrevista de Felipão e Parreira


A entrevista coletiva dada pelo técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, e pelo coordenador técnico Carlos Alberto Parreira só não foi pior que a goleada para a Alemanha. Nem mesmo o craque do futsal Falcão perdoou a arrogância da dupla da Seleção, que não admitiu o péssimo trabalho na Copa do Mundo.

Através de seu perfil no Twitter, o jogador da Brasil Kirin fez duras críticas às respostas, quase todas irônicas, dadas pela dupla que comanda a comissão técnica brasileira. “Entrevista coletiva "Desastrosa" !! Cheio de desculpas prontas!! Ninguém assume que temos que evoluir!”, escreveu o Pelé das quadras.

Por Agência Futebol Interior

Em coletiva de Imprensa Comissão Técnica da CBF justifica massacre alemão: experiência

Scolari durante entrevista coletiva nesta quarta-feira, em Teresópolis / Heuler Andrey/Mowa Press


Felipão surpreendeu a muitos em uma coletiva de imprensa que não estava marcada nesta quarta-feira. Uma de suas justificativas para a derrota histórica do Brasil para a Alemanha por 7 a 1 foi a experiência, que para ele sobrou aos europeus.

“Essa equipe da Alemanha tem oito anos de preparação, nós temos um ano e meio. De Copa do Mundo, tínhamos seis jogadores que já disputaram a competição. A Alemanha tinha quatro do grupo de 2006 e ainda outros muitos de 2010. A experiência é importante”, declarou o treinador.

Apesar do discurso, Felipão não explicou porque não convocou atletas mais experientes em Mundiais, já que considerava isso tão importante, mesmo tendo nomes como Robinho, Kaká, e Ronaldinho Gaúcho pedidos por grande parte da população. Aos contrário, disse que se pudesse voltar no tempo, a escalação seria praticamente a mesma.

“Se fossemos fazer uma nova convocação agora, talvez atingiríamos 95% dos nomes de hoje e chegamos em uma semifinal que não acontecia desde 2002”, preferindo ressaltar que esse grupo estará muito mais experiente para a próxima Copa.

Felipão também ressaltou o trabalho de base feito pela Alemanha e que o Brasil está tentando fazer isso também.

“O Brasil revela bons jogadores, mas temos que entender que eles se revelam a vão cedo para o exterior e só depois com muita pesquisa descobrimos eles lá. Pode ser que no futuro venha uma lei que deixe esses jogadores mais tempo aqui. Já temos bons cursos, um trabalho de base sendo feito pela CBF junto aos jovens treinadores e junto aos treinadores das categorias de base. Muitas vezes isso não é passado ao público de forma tão explícita, mas já está sendo feito na administração do Marín”, revelou.

Por fim, admitiu que a derrota foi sofrível, mas que não houve um erro de preparação para a Copa e que agora a missão é lutar pelo terceiro lugar. “Eles chegaram até à semifinal, ficaram entre os quatro melhores do mundo. Não dá pra denegrir todo mundo por causa de um resultado, apesar de ficar para a história”.

Fonte Band Esportes Foto Heuler Andrey Mowa Press

Van Gaal compara 7 a 1 a pênaltis e vê vantagem do Brasil na tabela


O técnico da Holanda, Louis Van Gaal, voltou a reclamar da tabela da Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo. Depois de ter sido derrotado nos pênaltis para a Argentina, na semifinal desta quarta-feira, o treinador negou que sua equipe tenha um sentimento melhor do que os anfitriões para a disputa do terceiro lugar e ainda criticou o tempo maior de preparação que o elenco de Luiz Felipe Scolari terá até sábado.

“Acho que perder por 7 a 1 é como ser derrotado nos pênaltis”, declarou o técnico, sem analisar com mais detalhes o vexame brasileiro diante da Alemanha, na outra semifinal. O que Van Gaal deixou evidente foi sua irritação por ter de disputar mais uma partida nesta Copa mesmo sem ter chance de título, sentindo-se ainda em desvantagem na preparação.

“Esse jogo nunca deveria ser disputado e já digo isso há dez ou 15 anos, mas vamos ter que jogar. É injusto também, porque teremos um dia a menos para nos recuperar. Isso não é fair play, não são as condições justas de jogo”, reclamou.

A Seleção Brasileira disputou sua semifinal, contra a Alemanha, na terça-feira, enquanto os holandeses só entraram em campo nesta quarta. A disputa pelo terceiro lugar está agendada para sábado, às 17 horas (de Brasília), no estádio Mané Garrincha.

Esta não é a primeira vez que Van Gaal vê benefícios à seleção verde e amarela na tabela. Na rodada de encerramento da primeira fase desta Copa, o treinador contestou a ordem das partidas, já que o grupo B, em que estava sua equipe, foi decidido antes da chave A, dos anfitriões. O cruzamento nas oitavas de final foi justamente entre os dois grupos, e o Brasil entrou em campo sabendo quem poderia enfrentar.

Na época, Felipão se irritou com a desconfiança e chamou o holandês de “burro ou mal-intencionado”. Agora, os dois treinadores terão de preparar suas respectivas equipes para o jogo que Van Gaal considera desnecessário.

“O pior de tudo é que existe a chance de você perder duas vezes seguidas. Depois de ter jogado de forma tão maravilhosa durante o torneio, você pode ir para casa como perdedor e isso não tem nada a ver com esporte. Nas etapas finais de torneio, ninguém deveria passar por isso, não deveriam jogar pelo terceiro lugar, porque o único prêmio é a taça de campeão do mundo”, encerrou.

Por Bruno Ceccon, Luiz Ricardo Fini e William Correia São Paulo (SP) Foto Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Polêmica: 'Marin e Del Nero tinham que estar presos', diz Romário


Herói do tetra, Romário hoje é deputado federal pelo Rio e um dos principais críticos da gestão de José Maria Marin à frente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Nesta quarta-feira, um dia depois de o Brasil levar 7 a 1 da Alemanha, no Mineirão, na semifinal da Copa, o ex-jogador foi às redes sociais para, mais uma vez, cobrar mudanças no comando do futebol brasileiro.

"Marin e Del Nero tinham que estar era na cadeia! Bando de vagabundos!", escreveu o perfil oficial Deputado Federal Romário, pertencente ao ex-jogador. "Nosso futebol vem se deteriorando há anos, sendo sugado por cartolas que não têm talento para fazer sequer uma embaixadinha. Ficam dos seus camarotes de luxo nos estádios brindando os milhões que entram em suas contas. Um bando de ladrões, corruptos e quadrilheiros!", postou.

No longo texto, Romário, desafeto de Felipão na época de atleta, só cita o treinador uma vez na postagem, quando pergunta se o leitor acredita que o problema é só dos jogadores ou do treinador. "Nem de longe", responde Romário, para começar a criticar a direção da CBF.

O deputado reclama que está "há quatro anos pregando no deserto sobre os problemas da CBF, uma instituição corrupta gerindo um patrimônio de altíssimo valor de mercado, usando nosso hino, nossa bandeira, nossas cores e, o mais importante, nosso material humano, nossos jogadores".

Ele lembra, porém, que o problema não está somente na gestão da CBF. "(Os clubes) também são responsáveis por essa crise. Gestões fraudulentas, falta de investimento na base, na formação de atletas. Grandes clubes brasileiros estão falindo afogados em dívidas bilionárias com bancos e não pagamentos de impostos como INSS, FGTS e Receita Federal", aponta.

Romário reforça o pedido de instauração da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da CBF, mas critica sete deputados que "fizeram os gols que desclassificaram nosso futebol e nos tirou a chance de moralizar nosso esporte". O ex-jogador cita Rodrigo Maia (DEM -RJ), Guilherme Campos (PSD-SP), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), José Rocha (PR-BA) , Vicente Cândido (PT-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Valdivino de Oliveira (PSDB-GO) como membros da "Bancada da CBF".

Por Agência Estado via Agência Futebol Interior 

Copa no Brasil é a segunda com mais gols da história, a apenas quatro da edição de 1998


A semifinal da Copa do Mundo de 2014 chegou ao fim com dois resultados inéditos nesta fase da competição, para alegria de alemães e argentinos e tristeza de brasileiros e holandeses. Após os placares: Alemanha 7 x 1 Brasil e Argentina 0 x 0 Holanda no tempo normal (4 x 2 nos pênaltis para os sul-americanos), a média de gols do Mundial está em 2,69 por partida. A marca é a maior desde a edição de 1994 nos Estados Unidos, que teve 2,71 gols por jogo, e a décima segunda da história.

Nos 62 confrontos da Copa do Mundo disputados até o momento, foram marcados 167 gols. Esta é a segunda maior marca da história dos Mundiais, com quatro gols a menos do que o da edição de 1998, na França. A depender dos placares da disputa do terceiro lugar entre Brasil x Holanda, no sábado (12.07), em Brasília, e da decisão entre Alemanha x Argentina, no dia seguinte no Rio de Janeiro, a competição pode terminar com o maior número de gols entre as 20 edições do torneio.

A derrota da Seleção Brasileira, além de ser a maior em cem anos de história da equipe, é a maior goleada em uma semifinal de Copa do Mundo com o formato de jogos eliminatórios. Apenas em 1950, com a vitória do próprio Brasil por 7 x 1 contra a Suécia e, em 1978, quando a Argentina venceu por 6 x 0 o Peru, houve resultados com a mesma diferença de gols. Apesar de terem sido em uma fase que antecedeu à final, nas duas ocasiões o formato não era de mata-mata. O placar também é o maior que um país anfitrião da Copa do Mundo já sofreu.
Público
Com os 63.267 torcedores que presenciaram a classificação da Argentina para a final, na Arena Corinthians, em São Paulo, o Mundial chegou a um público total de 3.287.101 nesta quarta-feira (09.07). O número também leva a atual edição do torneio ao patamar das Copas com maiores presenças nas arquibancadas. A primeira é a do Mundial de 1994, com 3,58 milhões de pessoas, e a segunda é a do torneio de 2006, com 3,35 milhões de pessoas. A Copa do Mundo de 2014 está no terceiro posto e, provavelmente, ultrapassará o Mundial da Alemanha, disputado há oito anos.

A média de público do Mundial no Brasil já é a segunda maior de todos os torneios. Com 53.017 torcedores por partida, a edição deste ano só perde para a dos Estados Unidos, que teve 68.991 pessoas por jogo e não seria alcançada mesmo antes da abertura da Copa do Mundo de 2014, pela diferença de tamanho dos estádios.
Fonte Portal da Copa

Argentina volta à final nos penais e proclama independência de Maradona


Há 198 anos, a Argentina proclamou a independência do domínio espanhol. No mesmo 9 de julho, mas em 2014 e em terras brasileiras, o país se tornou independente de quem, na verdade, o orgulha. No estádio de Itaquera, a seleção ficou no 0 a 0 com a Holanda no tempo normal e na prorrogação e, nos pênaltis, chega pela primeira vez a uma final de Copa do Mundo desde a aposentadoria do eterno ídolo Maradona.

Em 1990, na Itália, Maradona levou o país à decisão. Nesta quarta-feira, a Argentina não precisou nem de Messi, já que o agora herdeiro da camisa 10 e da faixa de capitão não acertou quase nada em São Paulo, a não ser ao converter sua penalidade. O goleiro Romero, porém, foi suficiente, defendendo as cobranças de Vlaar e Sneijder e garantindo vitória na disputa por 4 a 2.

Durante os 120 minutos anteriores aos pênaltis, o que se viu foi um duelo tático, cheio de marcação e com pouco espaço para Messi e Robben mostrarem por que são candidatos a craque do torneio. No fim do tempo normal, contudo, Mascherano virou herói ao dar carrinho e bloquear chute de Robben na pequena área. Como também faltou eficiência nos pênaltis, cabe a Holanda disputar o terceiro lugar às 17 horas (de Brasília) no sábado, contra o Brasil, no Mané Garrincha.

No domingo, é a vez de os argentinos tentarem voltar a ser campeões mundiais a partir das 16 horas, no Maracanã. A divindade atribuída a Maradona é lembrada até hoje em canções das torcidas e explica a presença do país na final de 24 anos atrás diante da Alemanha, que celebrou seu tricampeonato.

Agora, diante do mesmo adversário, cabe à seleção de Messi se vingar da frustração de Maradona na Itália. É a chance de, enfim, proclamar independência do eterno ídolo. Ou morrer na praia no Rio de Janeiro com mais um vice-campeonato enquanto os germânicos fazem festa.

Por Bruno Ceccon, Luiz Ricardo Fini e William Correia Foto Djalma Vassão/Gazeta Press