sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

América-RN planeja disputar a série C em estádio próprio

Alguns membros da comissão de construção estão otimistas e já trabalham com a hipótese do novo estádio começar a abrigar jogos já no Campeonato Estadual

O fracasso na operação de salvamento para manter o América na série B modificou as receitas do clube para próxima temporada, mas o dinheiro curto não afetou a construção da Arena América (também chamada Arena do Dragão), que segue com o cronograma de obras em dia e com a entrega contratual prevista para o aniversário de centenário alvirrubro. Porém, alguns membros da comissão de construção do sonho americano estão otimistas e já trabalham com a hipótese do novo estádio começar a abrigar jogos no Campeonato Estadual.

A antecipação da inauguração da arena alvirrubra só será possível pelo fato de que, fora algumas doações realizadas pelo presidente Gustavo Carvalho, o dinheiro da construção do empreendimento independe das receitas que entraram no clube via futebol. A previsão é vender mil cadeiras cativas para juntar à verba obtida com a comercialização dos 120 camarotes para garantir o progresso do projeto.

“O dinheiro dessa construção vem das vendas dos camarotes e das cadeiras do estádio. O campo está perto de receber, mas acreditamos que no final de março ele já estará pronto para receber os jogos do América”, salienta Eduardo Rocha.

O dirigente, que faz parte da comissão de construção do estádio, salienta que existe uma negociação sendo encaminhada e, caso venha a ser fechada, terá a capacidade de acelerar ainda mais o ritmo de construção. A meta é deixar o espaço pronto para que o América possa mandar boa parte dos seus compromissos pela série C dentro de sua própria casa.

“Nós temos de buscar uma alternativa para que o América possa mandar seus jogos na série C. Sabemos que muitos deles, se realizados na Arena das Dunas, serão deficitários. Com as verbas reduzidas não poderemos nos dar ao luxo de estar pagando para jogar. Atuando na Arena América, além de reduzir despesas, o clube poderá auferir alguns lucros com o oferecimento de outros serviços, tipo bar e estacionamento”, destaca Eduardo Rocha.

Francisco Sobrinho, gerente de obras da Arena, prefere ser mais comedido nessa questão de prazos, até por que não pretende entregar um estádio a “meia boca”, para evitar que o projeto venha a receber críticas infundadas. 

“Para o Estadual de 2015, eu acho precipitado. Não queria entregar sem estar todo pronto. O Barrettão sofreu muitas críticas quando foi inaugurado e não queria que a Arena passasse por isso. Mas, tudo depende de planejamento. Tenho tudo organizado para a série C, com cinco mil lugares, gramado, vestiários prontos. Se quiserem inaugurar sem os camarotes, tem como se fazer, mas alguns conselheiros querem apenas com os camarotes prontos. O que não vamos fazer é antecipar etapas e não ter como honrar nossos compromissos no final do mês”, afirmou Sobrinho.

Construída em módulos e com projeto final previsto para receber um público estimado em 20 mil torcedores, a nova casa americana vai ser inaugurada com os setores de camarotes e cadeiras cativas completos, além de dois módulos de arquibancadas para um público estimado de sete mil pessoas. 

Para José Medeiros, também integrante da comissão de construção, o mais importante dentro desse processo é que o sonho está se concretizando de forma gradual, sem provocar o endividamento e evitando que o América tenha de se desfazer de parte do seu patrimônio para que o estádio seja erguido.

Renovações
Depois de uma longa reunião para definir o planejamento para temporada de 2014, a diretoria americana anunciou ontem as renovações de contrato com Márcio Passos, Cleber, Pantera e Edson Rocha, todos atletas da confiança do treinador Roberto Fernandes. Quem também já deu sinais e está disposto a continuar no alvirrubro é o atacante Max, que ainda não sentou para definir sua situação, mas por ser um atleta antigo no clube, deve continuar.

Por Tribuna do Norte Magnus Nascimento

Brasil vence revezamento 4x50m medley e quebra recorde mundial

César Cielo fechou o revezamento 4x50m medley, que garantiu o ouro para o Brasil

A equipe masculina do revezamento 4x50m medley conquistou nesta quinta-feira (4) o ouro no Campeonato Mundial de Natação de Piscina Curta, que acontece em Doha, no Qatar. Liderados por César Cielo, o quarteto brasileiro quebrou o recorde mundial da prova, com tempo de 1m30s51.

Guilherme Guido foi responsável por abrir o revezamento. O atleta, que está entre os cinco melhores do ranking mundial, entregou para Felipe França, atual líder do ranking, que nadou peito.

Atual campeão mundial, Nicholas Santos nadou os 50m borboleta antes de entregar para César Cielo, que fechou revezamento no nado livre em primeiro lugar.

O resultado pulverizou o recorde mundial, que havia sido registrado pelos russos nas eliminatórias da prova (1m32s78).

Cielo lidera e Felipe França é ouro
Momentos depois da prova que garantiu o ouro no revezamento, César Cielo voltou a cair na piscina. Com o tempo de 20s80, o brasileiro superou o o francês Florent Manadou (atual campeão olímpico) e o russo Vladimir Morozov para ficar na liderança da dos 50m livre.

Quem garantiu outro ouro foi Felipe França. Nadando os 100m peito, o brasileiro fez o tempo de 56s29 e ficou com o primeiro lugar da prova.

Fonte Tribuna do Norte Foto Reprodução Twitter CBDA