domingo, 8 de maio de 2016

Colecionador de títulos, Geninho tira ABC da fila e ressalta força do time

Geninho técnico do ABC (Foto: Augusto Gomes/GloboEsporte.com)

Um história dedicada ao futebol e uma coleção de títulos. Geninho acrescenta ao seu vasto currículo o troféu do Campeonato Potiguar e tirou o ABC de um jejum que durava cinco anos. O treinador de 67 anos já venceu o Brasileirão em 2001 pelo Atlético-PR, a Série B em 2000 pelo Paraná, foi campeão saudita e conquistou diversos outros estaduais. Satisfeito com o resultado, Geninho agradeceu pelo apoio recebido pelos torcedores, a confiança da diretoria e, principalmente, o compromisso dos jogadores com o seu método de trabalho. A goleada por 4 a 0 sobre o América-RN coroou esta trajetória.

- Eu tenho a minha parcela, mas eu não faço isso sozinho. Eu vim com a proposta de trabalho, com a maneira de atuar, implantei algumas filosofias em relação ao futebol em cima de todos esses anos de convívio. Agora, o mérito do grupo que aceitou as minhas ideias. Fui encaixando as peças daquilo que eu queria e nesse jogo nós não tivemos um destaque, mas um grupo. Todo mundo se ajudando, tanto na defesa quanto no ataque. É um grupo que jogou um futebol moderno - festejou o treinador, que saiu de campo ovacionado pela torcida alvinegra.

Geninho chegou ao ABC em um momento conturbado do clube. O clube necessitava de uma reconstrução no departamento de futebol, já que a contratação do técnico Narciso, que iniciou o estadual, não deu certo. O Mais Querido havia encerrado o primeiro turno da competição na sexta posição, entre oito clubes participantes. Assim que chegou, Geninho esbarrou na falta de tempo para jogar, mas conseguiu emplacar uma sequência inicial de três jogos sem perder e levou o time ao título do segundo turno da competição.

Para a final deste sábado, o comandante alvinegro não pôde contar com os zagueiros Léo Fortunato e Gustavo Bastos, e montou a defesa com Gabriel e o volante Márcio Passos. A nova dupla se saiu muito bem e conseguiu anular o ataque americano.


- Tivemos uma semana para trabalhar e o principal foi que conseguimos manter o time. Eu não tentei mudar o meu modo de jogar. Eu mudava as peças, mas não mudava o modo de jogar. Quando eu consegui encaixar um time e essa formação está sendo mantida, era dessa forma que eu esperava que fizesse a diferença, e foi o que aconteceu. Jogando em casa, o ambiente é diferente e o ABC soube fazer valer muito bem o fato de jogar em seu domínio. Nós conseguimos a vantagem, soubemos administrar e, depois foi só esperar o apito final - comentou.

Segundo o experiente treinador, a motivação para seguir trabalhando no futebol mesmo tendo conquistado todos os títulos que já conquistou é o carinho e o reconhecimento do torcedor. No caso do ABC, Geninho precisou reconstruir esse laço "arquibancada-campo" e na decisão pôde sentir a força da Frasqueira.

- A torcida apoiando é sempre fundamental. Por isso que eu digo, que prefiro jogar na minha casa. A torcida tem que entender que quando ela critica, ela ajuda o adversário. Quando ela aplaude, ela motiva o time dela. O jogador sabe que está amparado, que ele pode até errar, que tem gente junto dele, o adversário se sente mais inibido. É sempre muito bom ter a torcida jogando ao seu lado. Mas, isso demorou um pouco e o time foi ganhando a confiança da arquibancada aos poucos. Eu fico muito satisfeito em ter visto a torcida toda jogando ao nosso lado, porque eles viram um time jogando bem. É muito bom quando há essa sintonia entre torcida e equipe - completou.

Por Globo Esporte Natal Foto: Augusto Gomes